domingo, 6 de junho de 2010

Postado em 12 de junho de 2006

A fome e o amor
A um monstro

Fome! E, na ânsia voraz que, ávida, aumenta,
Receando outras mandíbulas a esbangem,
Os dentes antropófagos que rangem,
Antes da refeição sanguinolenta!


Amor! E a satiríasis sedenta,
Rugindo, enquanto as almas se confrangem,
Todas as danações sexuais que abrangem
A apolínica besta famulenta!


Ambos assim, tragando a ambiência vasta,
No desembestamento que os arrasta,
Superexcitadíssimos, os dois


Representam, no ardor dos seus assomos
A alegoria do que outrora fomos
E a imagem bronca do que inda hoje sois!

Augusto dos Anjos


Entendeu ?? Eu não, mas tive que ler na época da escola.
Fala sobre amor, essa coisa tão boa, tão feliz, tão construtiva. Por amor vamos além dos nossos limites, por amor somos crianças, falamos como crianças, agimos como crianças.
Por amor choramos de alegria e por amor vivemos o dia.
Ame muito.

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