Caminhadas
14 de Novembro de 1990, nasceu meu filho, tornei-me pai ! Não assisti o parto por decisão minha. Fiquei esperando, como antigamente, do lado de fora. Por decisão nossa - minha e da minha esposa - não quisemos saber o sexo, apesar dela ter a “certeza” que seria menino, para quem não conhece é essa figurinha aí em cima (nesta foto está com 4 meses e meio). Certa hora sai a enfermeira e pergunta que é o pai, como se não desse para perceber! e informa que é um menino e que ambos (filho e mãe) estão ótimos. É claro que não preciso descrever a cena que se seguiu. Passa mais um tempo e ele sai no colo da enfermeira que me chama para acompanha-los até o berçário. No elevador estamos nós três e ela me passa ele para segurar. Pego-o no colo e recebo seu primeiro presente: um jato de xixi muito bem mirado no meio da minha camisa !
(Avança a fita, verão de 1993) Estamos passando uns dias na praia. No entardecer saímos eu e meu filho caminhando pela areia, o sol se pondo no mar. Ele fala muito, ri, pergunta sem dar tempo para respostas e eu do lado, inebriado de tanta alegria.
22 de janeiro de 2005, meu pai se foi. Fiquei órfão. Foi um enfarte. Não foi fulminante, mas em cerca de uma hora começou e terminou. Chegamos a chamar a ambulância e leva-lo para o hospital, mas era a hora. Enquanto o socorro não chegava fiquei o amparando e na semi-inconsciência que estava soltou sons e gemidos, como se estivesse dizendo algo. Tenho comigo que estava se despedindo, dizendo o quanto nos amava e que ficássemos bem. Penso desse jeito para levar ele sempre no meu coração da melhor forma possível.
(Volta a fita, verão de 1974) Saímos eu e meu pai para ver um presente para minha mãe. Como a loja era perto da nossa casa, fomos andando. Na volta, numa noite gostosa de verão, cai uma tremenda chuva mas sem alterar o passo, continuamos nosso caminho para casa debaixo do temporal. Chegamos mais que molhados mas felizes.
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